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Ainda os Sonhos

1 – Existem sonhos proféticos, em que a pessoa tem visões de acontecimentos futuros?
A experiência diz que sim. A Bíblia é um repositório de experiências dessa natureza. Destaque especial para os sonhos do faraó, interpretados por José, filho de Jacó, sobre anos de fartura e de escassez que se aproximavam.

2 – Os sonhos do faraó falavam particularmente em sete vacas gordas e sete vacas magras, algo nebuloso. É assim mesmo?
Sonhos proféticos exprimem, geralmente, intervenção de mentores espirituais. Eles não falam de forma simbólica, mas a pessoa registra como simbolismo, em face da dificuldade em fazer a transposição de uma experiência extra-corpo para o cérebro físico.

3 – Por que isso acontece?
Nosso cérebro tem registro objetivo apenas para experiências que passam pelos cinco sentidos – tato, paladar, olfato, visão e audição. Essa é uma das razões pelas quais não lembramos das existências anteriores. Ao reencarnar, ficamos na dependência de um cérebro “zero-quilômetro”, sem registros do pretérito. Algo semelhante ocorre em relação às nossa atividades no plano espiritual, durante o sono.

4 – É sempre assim?
Há exceções, envolvendo pessoas dotadas da onirofania, uma mediunidade especial que permite o registro objetivo das experiências vividas no mundo espiritual durante as horas de sono. Exemplos típicos são os sonhos de José, pai de Jesus, que em inúmeras oportunidades foi orientado durante o sono por Gabriel, mentor espiritual de elevada hierarquia que o acompanhava.

5 – Pode ocorrer de não se cumprir um sonho premonitório?
Sim, mesmo porque, não raro, sonhos premonitórios apenas exprimem uma fantasia relacionada com nossas preocupações. Um familiar vai viajar e, apreensivos, sonhamos com um acidente.

6 – Quando ocorre um legítimo sonho premonitório, fatalmente se concretizará?
Não necessariamente. A premonição pode apenas exprimir um aviso da espiritualidade para que sejamos cuidadosos. É como se nossos mentores avisassem: há problemas na estrada. Seja prudente. Vá com cuidado. Lembro ainda José, pai de Jesus. Se ele não seguisse as orientações de Gabriel, a história seria diferente.

7 – Há premonições que não são meros avisos, mas a antecipação de algo que fatalmente ocorrerá?
Sim, envolvendo situações difíceis, doenças, problemas e até a morte. A literatura psíquica é pródiga em exemplos dessa natureza. O presidente Lincoln sonhou que acordava em plena noite e, dirigindo-se para o salão principal da Casa Branca, notou que havia um velório. Perguntou a um soldado, que lhe respondeu que era do presidente, que fora assassinado. Comparecendo a um teatro, naquele mesmo dia, Lincoln foi morto num atentado.

8 – Há pessoas que têm horror a esses sonhos, situando-os “de mau agouro”. Afinal, constituem um bem ou um mal?
Vêm para o bem, a fim de que a pessoa se prepare e tenha a convicção de que o acontecido não foi fruto de circunstâncias fortuitas. Era algo programado, envolvendo o resgate de seus débitos cármicos.


 

2010 - Richard Simonetti