Pingafogo

O Matador do Cinema

01 – Chocou a opinião pública a ação do estudante de medicina Mateus da Costa Meira, que, usando uma submetralhadora, atirou indiscriminadamente sobre a platéia que assistia a um filme, num Shopping em São Paulo. Uma pergunta que seus pais certamente formulariam: Por que isso aconteceu com o nosso filho? Por que ele e não outro?
Ela jamais será respondida de forma convincente enquanto não admitirmos a reencarnação. Esse rapaz traz graves distúrbios espirituais, gerados a partir de desvios em existências anteriores, a se manifestarem hoje na forma de tendências agressivas e anti-sociais.

02 – E os pais, por que se vêem às voltas com um filho nessa condição?
Não há acaso nessas ligações. Estão associados a ele desde experiências anteriores e o receberam para ajudá-lo a superar desajustes para os quais podem ter contribuído. Digamos que o tenham estimulado ao crime, desenvolvendo nele essas tendências. Nem sempre, entretanto, se trata de um processo de resgate para os pais. Eles podem receber um filho nessas condições apenas com o propósito de ajudá-lo, como um membro da família espiritual que se transviou.

03 – Cogitou-se de problemas genéticos e de haver outros membros da família com as mesmas tendências. Pode existir uma causa hereditária?
Trata-se de uma tese materialista, que reduz o homem a um aglomerado de células que moldam sua personalidade, inteligência, tendências e aptidões, ao sabor do acaso. Sabemos que não é assim. Os pais fornecem elementos hereditários, como quem entrega tijolos para alguém construir uma casa. A disposição do imóvel, como vai ser, com que finalidade será usado, Depende do morador, dos patrimônios culturais, espirituais e morais que o espírito traz ao reencarnar.

04 – Poderíamos situar Mateus como um alienado mental?
Um alienado mental não conseguiria chegar ao sexto ano de medicina, um curso difícil, prolongado, que exige perseverança e disciplina. Diríamos que era alguém com capacidade de governar-se, mas profundamente desajustado, envolvido por espíritos perturbadores que devem acompanhá-lo desde cedo e que certamente o inspiraram na ação criminosa.

05 – Quais as motivações desses espíritos?
Vingança, talvez, envolvendo males que ele lhes tenha feito em vidas anteriores, ou simplesmente empolgados pelo desejo de semear a violência, dominados, eles próprios, por impulsos agressivos.

06 – Mateus alega ouvir vozes que o estimulam a praticar atos anti-sociais. Se são os próprios espíritos que o perseguem, isso não elimina sua responsabilidade?
Não, porque não o obrigam. apenas lhe sugerem, aproveitando suas tendências. não pode, portanto, eximir-se de responsabilidade. ao cometer os crimes tinha perfeita noção do que estava fazendo.

07 – Consta que ele era viciado em drogas. Não seria também uma atenuante, já que estava sob seu efeito?
Assim como os espíritos, as drogas não induzem a atos criminosos. Apenas os favorecem, quando a pessoa tem tendência.

08 – Por que os bons espíritos não interferem, evitando a consumação dessas tragédias?
É o que mais fazem. A situação seria infinitamente pior, se não houvesse a ação de benfeitores espirituais procurando neutralizar a influência de perseguidores do além. Nem sempre, entretanto, o conseguem, já que dependem, acima de tudo, da disposição de seus pupilos em mudar de rumo. Se lidam com cegos que não querem enxergar, fica difícil.

 

 

2010 - Richard Simonetti