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Genealidade

1 – O que dizer sobre a constatação dos cientistas de que não há diferenças significativas entre o cérebro de um gênio e o de um homem comum? Concebem que o primeiro apenas estaria utilizando melhor determinadas áreas cerebrais.
Em princípio estão certos. Falta explicar por que isso acontece com pessoas geniais.

2 – Não seria uma questão de iniciativa, de esforço individual?
A experiência diz que não é apenas isso. Os gênios nascem feitos. Mozart compôs seu primeiro concerto aos seis anos; Miguel Ângelo, aos oito anos tinha tão vastos conhecimentos sobre escultura que seu mestre o dispensou, dizendo que nada tinha para lhe ensinar; Willian Hamilton estudava hebraico aos três anos; Pelé, o rei do futebol, infernizava defesas adversárias desde a infância, quando começou a jogar peladas em Bauru, tão mirrado quanto genial.

3 – E os fatores hereditários, não teriam influência decisiva?
Essa idéia esbarra no fato de que não há diferenças significativas entre os cérebros do gênio e do homem comum. O cérebro de Einstein, preservado com sua autorização e submetido a testes de laboratório, apresentou morfologia e estruturas absolutamente normais.

4 – E quanto às influências ambientes? Não poderiam estimular aptidões, levadas a extremos na genialidade?
Se assim fosse, os filhos de gênios seriam geniais, o que raramente acontece. Não imitam os pais nem por hereditariedade, nem por convivência. É comum acontecer o contrário. Marco Aurélio o imperador sábio, foi sucedido por seu filho Cômodo, o louco sádico.

5 – A teoria das graças, segundo a qual Deus tem seus escolhidos, não explica a genialidade?
Se admitirmos a existência de Deus, o Criador, infinitamente justo, como o definem as religiões, será uma aberração imaginar que favoreça alguns de seus filhos com a genialidade. Por que eles, não nós?

6 – Se as influências hereditárias, ambientais ou divinas não são decisivas, como justificar o gênio?
Com a reencarnação, lei divina que rege a evolução do Espírito, o ser imortal, presente em todas as culturas, desde a mais remota antiguidade. Ela nos explica que a genialidade é fruto do somatório de experiências milenares do Espírito imortal, em determinada atividade.

7 – Por que, sendo tão lógica e racional, a idéia que melhor explica todas as situações humanas, inclusive a genialidade, os cientistas não a aceitam?
O princípio da reencarnação implica o reconhecimento do Espírito imortal, que sobrevive ao corpo físico, algo inadmissível para a ciência oficial, que vê o homem como mero aglomerado de células que, atendendo a circunstâncias fortuitas, aprendeu a pensar.

8 – Como pode o cientista quebrar o condicionamento materialista?
Fala-se hoje que há vários tipos de inteligência: lingüística, lógica, naturalista, musical, interpessoal, cinética, definindo pessoas que se destacam em determinadas áreas. Faltou incluir a inteligência espiritual. É a capacidade de pensar como Espírito imortal, com a percepção de que estamos em trânsito pela carne, desdobrando experiências nos caminhos da evolução. Para ativá-la em nosso cérebro, quebrando condicionamentos, não é difícil. Basta estudar a Doutrina Espírita.

 

 

2010 - Richard Simonetti