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Médiuns Curadores

01 – Um médico estuda muitos anos para desempenhar suas funções. Não é errado médiuns sem estudo, sem preparo, estabelecerem injusta concorrência, acenando às pessoas com a possibilidade de curas milagrosas, num ilegal exercício de medicina?
Quem realiza esse trabalho não é o médium, mas o espírito que se manifesta por seu intermédio, geralmente um médico. Não seria razoável enquadrá-lo em exercício ilegal de medicina.

02 – Qual a diferença entre os médiuns de cura e o as equipes que aplicam magnetismo, no tradicional trabalho de fluidoterapia?
É a mesma diferença que separa o cirurgião do clínico geral. O passe é o tratamento “clínico”. O médium de cura faz o trabalho cirúrgico, quando necessário. Por isso, num trabalho de cura autêntico poucas pessoas são cirurgiadas, algo semelhante aos pacientes que procuram os médicos. Em sua maioria são orientadas para o tratamento clínico.

03 – O passista é um médium?
Embora contando com a participação dos espíritos na aplicação de magnetismo, o passista é um doador de energias. Não é preciso, portanto, ter uma mediunidade específica. Basta estar bem, física e psiquicamente e cultivar o desejo de servir.

04 – Há médiuns que usam instrumental cirúrgico, facas e tesouras. Outros usam apenas as mãos, como se aplicassem passes. Qual o mais correto?
É uma questão de metodologia e disponibilidade mediúnica. Quando o médium usa apenas as mãos a intervenção é no perispírito, onde, geralmente, está o foco de desajuste que gera o mal físico. Se for passível de eliminação com esse tratamento magnético direcionado, a repercussão far-se-á sentir em breve no corpo, favorecendo a cura.

05 – Qual o método mais correto? Com instrumental cirúrgico ou com as mãos?
A questão não é a forma, mas a autenticidade. Se o trabalho é sério, se o médium é honesto, desprendido, dedicado, os resultados serão satisfatórios, com qualquer metodologia.

06 – Se você tivesse que se submeter a um médium de curas, que tipo de trabalho preferiria?
Aquele que faz a cirurgia espiritual, cuidando do perispírito. Não é espetaculosa, é menos invasiva e é muito mais eficiente.

07 – Você é contra os médiuns cirurgiões?
Não. Até entendo que se o médium é autêntico e bem assistido podem ocorrer intervenções de notáveis efeitos terapêuticos. Mas nada que exceda em eficiência a um bom cirurgião. Já a intervenção espiritual, aquela que atinge o perispírito, ultrapassa as possibilidades da medicina tradicional. Esse é o campo ideal para a intervenção mediúnica.

08 –O que é necessário para recebermos integralmente os benefícios do tratamento espiritual, em qualquer modalidade, alcançando a desejada cura de nossos males?
Ao dispensar os beneficiários de sua poderosa força magnética, Jesus costumava dizer-lhes: a tua fé te salvou. Quando acreditamos plenamente nos recursos mobilizados em nosso benefício, num trabalho espiritual, estabelecemos a sintonia necessária para a plena assimilação dos recursos mobilizados em nosso benefício. Oportuno, entretanto, considerar que nossos males guardam relação com nossas mazelas. Se queremos algo mais que um simples paliativo para males que voltam sempre, é preciso considerar outra observação do mestre: não peques mais, para que te não suceda pior!


 

2010 - Richard Simonetti