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Médium Homem e Homem Médium

1 – O que é mediunidade?
Em sua expressão mais simples, trata-se da sensibilidade à influência do mundo espiritual. É o “sexto sentido”, que nos coloca em contato com o mundo dos Espíritos, assim como o tato, o paladar, o olfato, a visão e a audição nos colocam em contato com o mundo dos homens.

2 – Isso significa que todos somos médiuns?
Todos temos sensibilidade que nos habilita a receber influências espirituais. Nem todos, entretanto, somos suficientemente sensíveis para produzir fenômenos mediúnicos.

3 – O que determina essa diferença?
Imaginemos alguém vestindo compacta armadura que o impeça de ver e ouvir o que se passa ao seu redor. É o que ocorre conosco, quando reencarnamos. Vestimos denso traje de carne que inibe nossas percepções espirituais. O médium é alguém com uma abertura nessa “blindagem”.

4 – Essa abertura é de ordem física? Está no corpo?
A mediunidade é uma faculdade espiritual, inerente a todos os Espíritos. Quando reencarnamos, fica sujeita às condições do corpo. Neste aspecto podemos dizer que é orgânica, porquanto subordinada a uma estrutura física que não iniba o contato mais amplo com o mundo espiritual.

5 – Tem algo a ver com a hereditariedade?
A mediunidade não se subordina à genética. O intermediário entre os dois planos é alguém que foi preparado para isso no Mundo Espiritual, submetendo-se a estudos e operações magnéticas, bem como a uma adequação do corpo físico, de forma a ter a sensibilidade necessária.

6 – E quando os filhos de um médium experimentam fenômenos mediúnicos? Não há aí um componente genético?
Da mesma forma que temos famílias de músicos e de médicos, podemos ter famílias de médiuns, não por hereditariedade, mas por afinidade. São Espíritos afins. Ligam-se pelos laços da consangüinidade para realizar determinadas tarefas.

7 – Como denominar esses dois tipos de sensibilidade maior e menor?
Podemos definir médium homem como uma condição inerente ao ser humano. Todos sofremos a influência dos Espíritos. E há o homem médium, o indivíduo dotado de uma sensibilidade maior, que o habilita ao intercâmbio com o Além.

8 – Não seria mais fácil usar termos diferentes para distinguir um do outro, o geral, do particular?
Não, porque não são faculdades distintas em essência. Apenas particularidades. Há pessoas que têm o chamado “ouvido musical”; reproduzem qualquer música, sem estudo; e há as incapazes de dedilhar a mais singela canção. Em ambos os casos, são características de uma mesma faculdade – a audição. Algo semelhante acontece com a mediunidade. Todos temos “ouvidos” para o mundo espiritual; alguns “ouvem” melhor, habilitando-se à comunicação com os Espíritos.

2010 - Richard Simonetti